Pedagogia da Perseverança

Pedagogia
da perseverança

a
Pr. Émerson Garcia Dutra
Maringá, PR


 


"Os vencedores das batalhas da vida são homens
perseverantes que, sem se julgarem gênios, convenceram-se
de que só pela perseverança no esforço podem chegar
ao almejado fim”
- Emerson, 1803-1882.

 

Perseverança, paciência ou persistência são ingredientes indispensáveis em qualquer tipo de empreendimento. Quem desiste não faz história, mas quem persevera escreve a história.

A propósito disso, conta-se “a história relatada pelos chineses, de que um de seus filósofos, durante os seus anos escolares, lançou os seus livros ao chão, certo de que nunca poderia assenhorear-se deles. Certo dia, andando pela rua, encontrou uma senhora que estava esfregando uma barra de ferro sobre uma pedra. Por que está fazendo isto? Perguntou o estudante. Porque desejo obter uma agulha e assim estou afinando esta barra até que fique em condições para coser. A lição da paciência e perseverança não foi desprezada pelo jovem que tomou novamente seus livros, dedicando-se a eles, tornou-se um dos maiores mestres chineses”.

 A parábola contada por Jesus, em Lucas 18: 1-8, sobre o dever de orar sempre sem jamais esmorecer ensina-nos que há situações da vida que podem parecer tão pesadas ou longas como a tarefa de tornar uma barra de ferro em uma agulha. Segundo o texto, havia, numa certa cidade, uma viúva, que enfrentava um problema e que, por muitas vezes, procurou certo juiz para julgar sua causa.

A princípio o juiz nada fez por essa mulher, mas, devido a sua insistência ou perseverança, o juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava os homens, decidiu pelo deferimento de sua situação: “Como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça...”, v. 5.

O que está em evidência neste texto, entre muitas mensagens e lições, é o espírito de perseverança que impulsionou a mulher a buscar a solução para a sua vida. Assim como ela perseverou e venceu o obstáculo, Deus nos chama a uma vida de perseverança e vitória em nosso dia-a-dia. Elas ocorrem em algumas áreas vitais.

Perseverança na oração

A necessidade de estar em constante oração está vinculada ou presa à persistência. Quer dizer, não se concebe a oração sem a perseverança. Jesus disse: “... orar sempre e nunca desanimar”, v. 1.

A Bíblia dá grande ênfase à oração, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. A oração move o braço de Deus a favor de quem busca o Senhor em constante oração: “... orai sem cessar”, 1Ts 5: 17. O mandamento bíblico é alimentar a oração com perseverança: “... perseverai na oração”, Rm 12: 12.

Esta foi a experiência de vida do salmista: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”, Sl 40: 1. Ana perseverou em oração e o Senhor concedeu-lhe um filho, 1 Sm 1: 12 e 27. Em certos momentos da vida parece que Deus se esqueceu de nós, os céus são de bronze, etc., mas, ainda assim, prevalece a teologia de Jesus: orar sempre e jamais abrir mão de nossos sonhos ou projetos.

Perseverança no sofrimento

A viúva desejava que o juiz não somente pusesse fim a seu interminável sofrimento, mas que, também, a libertasse das mãos de seu adversário: “Faze-me justiça contra o meu adversário”, v. 3. Esta parábola tem recebido diversas interpretações alegóricas, como, por exemplo, a que diz que a mulher é a igreja, o adversário é Satanás.

Não vamos entrar nesse mérito, embora seja verdade que na vida todos temos um adversário, isto é, um problema, um desafio, um imprevisto, etc., Então, neste caso, o inimigo pode ser representado por qualquer situação adversa da vida.

A viúva não se intimidou com o sofrimento. Ficou firme até o fim, Ap 2: 10. É na luta que o cristão precisa manter-se inabalável e glorificar a Deus: “Mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, e a perseverança experiência, e a experiência, esperança. E a esperança não traz confusão”, Rm 5: 2-5.

Todos sabemos que não existe vitória sem lutas ou sofrimento. E a perseverança precisa fazer parte do estilo de vida de qualquer pessoa que quer vencer na vida: “... sede pacientes na tribulação...”, Rm 12: 12. Tiago trata da paciência no sofrimento: “Meus irmãos, tomai como exemplo de paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que Deus lhe deu?”, Tg 5: 10-11.

 Perseverança na justiça de Deus

O leitor é capaz de perceber como que Jesus convergiu todo foco de seu discurso a um dos atributos de seu Pai? “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?”, v. 7.

Se o injusto juiz atendeu a pobre viúva, quanto mais Deus, cuja base de seu trono é retidão e justiça, Sl 89: 14. Somente Deus é capaz de fazer justiça com retidão e perfeição, porque Ele não pode ser subornado ou aliciado. Ele não faz acepção de pessoas, At 10: 34.

Com Deus não tem nada de mensalão ou mensalinho, máfia das sanguessugas e/ou das ambulâncias. Com Deus é ou não é, vai ou não vai. Para Ele o importante não é o ter, mas o ser: Deus é a favor do necessitado - “Ele faz justiça e julga a todos os oprimidos”, Sl 103: 6.

O homem falha, mas Deus permanece fiel em suas promessas, porque não pode negar-se a si mesmo, 2Tm 2: 13. Ele é o Jeová Raah, que significa nosso pastor Jo 10: 11; Jeová Jireh, nosso provedor, Gn 22: 8; Jeová Raphá, nossa cura, Êx 15: 26; Jeová Shalom, nossa paz, Jz 6: 24; o Jeová Shamá, nossa presença, Ez 11: 22; Jeová Nissi, nossa vitória, Êx 17: 15; e o Jeová Tsidkenu, nossa justiça, Jr 23: 6.

Esses nomes revelam a santidade, a majestade e o poder de Deus. Por isso, você pode descansar na justiça de Deus, porque mais cedo ou mais tarde, Ele virá ao encontro daquele que persevera, pois Deus não é injusto para ficar esquecido de seu trabalho, Hb 6: 10.

A viúva da história relatada por Jesus não desistiu de seu objetivo, mas perseverou e persuadiu o juiz iníquo a julgar o seu adversário. Cumpriu-se o que diz Provérbios 25: 15: “Pela paciência se persuade um príncipe...”. Por isso, construiu uma história de vida.

 Para refletir e agir

Para concluir, reflita, com base nos ensinos desta palavra, a respeito da experiência de vida de um homem que: faliu no comércio aos 31 anos de idade; perdeu para deputado estadual aos 32 anos; faliu novamente no comércio aos 34 anos; aos 35 anos, sua esposa faleceu; teve colapso nervoso aos 36 anos; perdeu para prefeito aos 38 anos; perdeu para deputado federal aos 43 anos; perdeu para deputado estadual aos 46 anos; perdeu novamente para deputado federal aos 48 anos; perdeu para senador aos 55 anos; perdeu para vice-presidente aos 56 anos; perdeu novamente para senador aos 58 anos; mas foi eleito presidente dos Estados Unidos da América aos 60 anos.

Esse homem foi ABRAHAM LINCOLN, um dos heróis dos EUA, homenageado nas notas de 5 dólares por suas virtudes.

                   

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